Dezenas de países condenam execuções de manifestantes no Irã
Mais de 30 países, incluindo Espanha, França, Reino Unido e Canadá, condenaram, nesta quarta-feira (12), as execuções judiciais de manifestantes no Irã, que aumentaram recentemente.
"O recurso à pena capital para calar os dissidentes, intimidar comunidades e punir pessoas que exercem seus direitos fundamentais não é justificado em nenhum caso", afirmaram estes países, juntamente com a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, em uma declaração conjunta.
No texto, instaram a república islâmica a "pôr fim imediatamente ao recurso à pena de morte e a libertar todas as pessoas detidas de forma arbitrária".
Em um primeiro momento, a declaração tinha sido assinada por Kallas e 26 países, mas "outros países a apoiaram" mais tarde, elevando o número de signatários a 32, explicou a Chancelaria francesa à AFP.
As execuções aumentaram no Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, a partir de uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica.
Muitos dos executados tinham sido condenados por participarem de uma onda de protestos que começou no fim de dezembro.
No início de agosto, o alto comissário para os Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, afirmou que Teerã está recorrendo à pena de morte para "instigar o medo".
Segundo a ONU, desde 19 de março, pelo menos 56 pessoas foram executadas por acusações relativas à segurança nacional. As acusações contra 27 delas estavam relacionadas com os protestos.
Além disso, mais de cem pessoas correm o risco de serem condenados à pena capital, segundo Turk.
D.Hernandez--BT