EUA revisa para cima PIB do segundo trimestre, inflação segue estável
O Departamento do Comércio dos Estados Unidos revisou para cima, nesta quarta-feira (30), sua estimativa de crescimento do PIB no segundo trimestre da maior economia do mundo, elevando-a a 0,7 ponto percentual, até 2,2%.
Os novos dados significam um impulso para o presidente Donald Trump a pouco mais de um mês das eleições legislativas de novembro, nas quais seu Partido Republicano busca manter o controle do Congresso e que têm a situação econômica como um tema central para os eleitores.
Segundo o Escritório de Análise Econômica (BEA, na sigla em inglês), os fatores que contribuíram para a expansão do PIB foram "o gasto dos consumidores, o investimento e as exportações".
"As importações, que são subtraídas do cálculo do PIB, aumentaram", acrescentou em um comunicado.
Em uma análise por setores, os que mais influíram no aumento foram o imobiliário, a informação, a fabricação de bens duráveis e o de finanças e seguros, segundo dados oficiais.
Setores como o transporte, o comércio varejista e a fabricação de bens não duráveis registraram retrocessos.
O Departamento do Comércio também revisou para cima sua estimativa de crescimento do PIB no primeiro trimestre, em 0,4 ponto percentual, a 2,5%.
Essa mudança se deveu principalmente a revisões para cima dos gastos dos consumidores e doas exportações de serviços, informou o governo.
Por outro lado, em agosto os preços aumentaram 3,4% na comparação anual nos Estados Unidos, segundo o índice PCE, que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) privilegia para acompanhar a inflação.
No mesmo ritmo de evolução que em julho, mês que foi revisto para baixo pela BEA, o que pegou de surpresa os investidores. Inicialmente, tinha-se comunicado um aumento de 3,7% nesse período.
As famílias e as empresas americanas sofrem desde a pandemia o impacto dos preços altos, com uma inflação que supera a meta de 2% do Fed desde o começo de 2021.
No começo deste mês, o Fed elevou as taxas de juros pela primeira vez em três anos para combater o aumento dos preços.
P.Gil--BT